Soneto enferrujado

Se das milhares de praias pudesse
ser eu tão apenas um grão de areia
qual ser-me-ia a lembrança rasteira
a encher-me o espírito e inundasse?

Seria da memória relembrar burlesco
que ao rir ao som do mar as vagas
pude andar nestas outras estradas
não escritas em meu livro dantesco?

Se no inferno ou purgatório estive,
foi em seu aclive que me desnivelei
e então até tubarão que ri inventei

Logo vi que a vida não é nada triste
e de ano em ano, quem sabe venha
pessoa que façar rir, uma forasteira!

Autor: Lucas Vinícius da Rosa

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