Os jardins jamais falecem

Os jardins etéreos repousam ao fundo
no cenário traiçoeiro do verossímil;
ainda que tente enganar-me o futuro
entre quais flores far-me-ei visível

Houve já muito grosso sangue jorrado
pela ferida pelo acúleo penetrável;
na consciência fina do erro tomado
jaz a podridão do passado inviolável

Penso um presente florido de mágoas
em cuja mácula lacrimeja outra vida;
seria o pranto fonte de novas águas?

Defuntos secos enchem-se pela escrita
e flores murchas sorvem este estrofe:
há vida, onde existe possível morte!

Autor: Lucas Vinícius da Rosa

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