Navegar é preciso, nas falácias humanas

“Há bastante tempo tenho eu, Álvares Soares, me obstinado a desconstruir conceito complexo como a felicidade; tal desconstrução parte de pressupostos filosóficos, e também de observações profundas dos ideais ingenuos que sustentam a sociedade; lhes afirmo, não há estado de plenitude como este buscado em cartilhas de autoajuda ou religiosas. Vivemos em constante, e implacável, contraste entre estados psicológicos de satisfação (êxtase) e frustração frente ao desejo não saciado, ou ao arremate da vontade — momento em que afloram sentimentos angustiantes, e igualmente pertencentes a nós. O ódio oprime tanto quanto o amor, e são ambos atraídos para o indivíduo, sustenta-me Fernando Pessoa. As lamúrias jamais irão cessar, ao passo que pertencem ao próprio caos trazido pela auto consciência. Finalmente, há uma necessidade bastante grande entre dissociar a criatura, o texto, da criação, o autor. Assim tenho expressado as danças da minha alma, numa sonoridade exteriorizada dentro de mim mesmo; esta música realmente tem um tom de existência absurda, tal qual é a representação da vida.”

Autor: Lucas Vinícius da Rosa

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